Cinco brasileiros avançam na abertura do Rip Curl Pro Bells Beach na Austrália

Cinco brasileiros avançam na abertura do Rip Curl Pro Bells Beach na Austrália

Filipe Toledo fez os recordes da quinta-feira em Winkipop e Gabriel Medina e Jadson André também venceram suas baterias, com Italo Ferreira e Yago Dora passando em segundo nas deles

Filipe Toledo (SP) (Matt Dunbar / WSL via Getty Images)

Depois de esperar o mar melhorar durante toda a manhã da quinta-feira, o Rip Curl Pro Bells Beach foi iniciado na quarta chamada do dia, as 12h00, mas não no palco principal do segundo desafio do World Surf League Championship Tour na Austrália e sim em Winkipop, onde rolavam boas ondas de 3-4 pés. O potiguar Jadson André ganhou a primeira bateria e na terceira Filipe Toledo fez os recordes do dia, nota 8,27 e 15,87 pontos. O bicampeão mundial Gabriel Medina também estreou com vitória, enquanto o defensor do título desta etapa, Italo Ferreira, passou em segundo lugar na sua, assim como Yago Dora na última da quinta-feira. Mais quatro brasileiros ainda vão estrear nas três baterias que restaram para fechar a primeira fase e ficaram para abrir a sexta-feira às 7h00 na Austrália, 18h00 da quinta-feira no Brasil.

Filipe Toledo (SP) (Matt Dunbar / WSL via Getty Images)
Filipe Toledo (SP) (Matt Dunbar / WSL via Getty Images)

O grande destaque do primeiro dia foi Filipe Toledo, que na terça-feira festejou seu 24.o aniversário e foi presenteado com boas ondas para mostrar o seu surfe moderno de manobras progressivas e inovadoras em Winkipop. Ele fez as marcas a serem batidas no Rip Curl Pro Bells Beach já com as notas 7,00 e 7,60 que tinha recebido, mas ainda aumentou o recorde de pontos para 15,87 com o 8,27 recebido na última onda, completada com um aéreo perfeito. O tetracampeão em Bells Beach, Kelly Slater, passou junto com ele superando por pouco o jovem australiano Xavier Huxtable, 10,63 a 10,23 pontos.

“O vento está um pouco terral e foi uma bateria bem divertida”, disse Filipe Toledo. “Se você escolher as ondas certas, como a segunda das séries, ela vai abrir uma parede limpa para fazer boas manobras e os aéreos também, o que é bom para mim. Eu usei uma prancha hoje (quinta-feira) que tem uns desenhos que a minha filha fez, o que foi muito legal porque era como se ela estivesse comigo lá fora. Estou feliz por ter surfado bem e espero conseguir um bom resultado aqui para brigar pelas primeiras posições no ranking”.

O Rip Curl Pro Bells Beach já tinha começado com vitória brasileira de Jadson André na primeira bateria. Ele começou bem e liderou todo o confronto até confirmar o primeiro lugar com o 6,40 recebido em sua melhor onda. O potiguar totalizou 12,23 pontos contra 9,97 do francês Jeremy Flores e 8,20 do australiano Owen Wright, que terá que aproveitar a segunda chance de classificação para a terceira fase para seguir na briga do título em Bells Beach.

DEFENSOR DO TÍTULO – Depois de Filipe Toledo fazer os recordes do dia, dois brasileiros entraram no confronto seguinte, o atual campeão do Rip Curl Pro vestindo a lycra amarela do Jeep Leaderboard por ter vencido o Quiksilver Pro Gold Coast, Italo Ferreira, e o substituto do campeão mundial Adriano de Souza, Caio Ibelli, vice-campeão em Bells em 2017. Só que o havaiano Ezekiel Lau foi preciso na escolha das ondas e só surfou duas para vencer por 10,57 pontos. Foi uma bateria fraca de ondas e Italo passou em segundo lugar com 10,06 contra 9,73 do Caio, que terá outra chance de avançar na primeira rodada eliminatória do campeonato.

Duas baterias depois, o bicampeão mundial Gabriel Medina enfrentou dois australianos e só conseguiu tirar a vitória de Ryan Callinan nas duas últimas ondas que surfou e valeram notas 7,20 e 6,50. Com elas, atingiu 13,70 pontos para superar os 13,00 que Callinan tinha registrado na soma das suas duas primeiras ondas, com Harrison Mann ficando em último com 7,87.

“É sempre difícil enfrentar o Ryan (Callinan), pois ele é um grande competidor”, destacou Gabriel Medina. “Além disso, ter um wildcard (convidado) local do pico é complicado também, porque eles conhecem melhor as ondas do que qualquer um top do circuito, então estou feliz pela vitória. As ondas estavam um pouco lentas na bateria e eu tive que ter paciência. Isso é difícil para mim, porque eu gosto de pegar muitas ondas, mas deu tudo certo e foi muito bom ter conseguido passar direto para a terceira fase”.

Mais dois brasileiros estrearam na quinta-feira e somente um triunfou. O cearense Michael Rodrigues ficou em último numa disputa acirrada, decidida por uma pequena diferença de pontos entre os três competidores. O norte-americano Conner Coffin venceu por 10,77, o italiano Leonardo Fioravanti passou em segundo lugar com 10,60 e o brasileiro ficou em terceiro com 9,56 nas duas notas computadas.

Yago Dora (SC) (Matt Dunbar / WSL via Getty Images)

Já o catarinense Yago Dora, avançou direto para a terceira fase em segundo lugar na bateria que fechou a quinta-feira em Winkipop. O vencedor foi o neozelandês Ricardo Christie por 11,83 pontos, contra 10,10 do brasileiro e 8,04 do australiano Wade Carmichael.

Restaram três baterias da rodada inicial que ficaram para abrir a sexta-feira em Bells Beach. O novato na elite, Deivid Silva, vai estrear no primeiro confronto do próximo dia, no segundo entram Willian Cardoso e Jessé Mendes com o bicampeão mundial John John Florence e na última está o outro estreante da “seleção brasileira” esse ano, Peterson Crisanto.

O Rip Curl Pro Bells Beach está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo e Facebook Live da World Surf League. A primeira chamada da sexta-feira será as 6h45 da manhã na Austrália, 17h45 da quinta-feira no fuso horário de Brasília.



Divulgação por: João Carvalho WSL South America Media Manager

www.worldsurfleague.com

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